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EMOÇÃO ou SENTIMENTO


        O que é sentimento? O que é emoção? Existe diferença ou as qualidades de tais manifestações seriam tão intensas e dinâmicas que fica difícil traçar uma linha divisória definitiva? 


Responder a essas questões não é uma tarefa fácil. São dois conceitos que alimentam o imaginário humano constantemente desde muito tempo. E que são intensamente explorados pelos meios artístico, dos negócios ou científico.

 Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicólogo suíço e fundador da Psicologia Analítica, classifica o sentimento como sendo um estado racional, sem alterações fisiológicas no corpo humano. Já a emoção é caracterizada por uma condição fisiológica alterada.

Na emoção, a pessoa é tomada por uma série de sinais físicos e fisiológicos que evidenciam esse momento e uma aparente perda de controle. O sangue sobe à cabeça nos momentos de raiva, o coração acelera quanto estamos alegres, a perna fica trêmula quando somos tocados pelo medo, o corpo curva e o semblante se “fecha” quando estamos tristes, ”sentimos” segurança física quando estamos diante de uma expressão de amor. Aqui estão as 5 emoções básicas: medo, raiva, amor, triste e alegria.

No entanto, quando a pessoa consegue expressar seu amor ou seu ódio de maneira firme e com alguma tranquilidade estaria se manifestando através do sentimento. Devido à experiência de vida e reflexões sobre sua história, ela pode chegar à conclusão de que ama ou odeia – algo ou alguém – e dizer isso tranquila e seguramente.

Assim, o sentimento é marcado pelo controle e domínio intelectual – ainda que não de maneira total e a emoção uma expressão sem um domínio racional pleno, No campo do sentimento, chegamos a uma conclusão clara sobre aquilo que dizemos gostar ou não gostar. A conclusão é o fator terminante de um pensamento, ainda que este esteja sujeito a mudanças.

Sentimento e emoção não são forças antagônicas, mas estão unidas pela diferença. Diferentes sim, mas não separados cruelmente. A intensidade e o contexto de determinada situação pode gerar uma grande confusão entre esses dois pares conceituais (sentimento/emoção). Mas, por mais intenso que sejam os sentimentos, é na emoção que, como diz Jung, a pessoa fica “possuída”, dissociada; é atirada para fora de sua própria casa e ficará, então, entregue aos “demônios”, ou seja, aos seus instintos mais primitivos.

Como evitar esse nosso domínio pelas emoções? O melhor caminho, se não o único, é o “autoconhecimento” que só é obtido com um trabalho meticuloso e intenso de análise e/ou psicoterapia, sendo que na psicoterapia está envolvido um trabalho terapêutico em função de um sofrimento psíquico o que, não necessariamente, ocorre no processo analítico. Com isso, podemos vivenciar nossos sentimentos e emoções de forma plena e adequada sem que isso nos leve à dor e ao sofrimento.