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   Nos links a seguir, você encontrará textos de minha autoria enfocando aspectos do ser humano baseados nas teorias da Psicologia Analítica.

                               SAÚDE NA MENTE E NO CORPO

 

A Psicologia Analítica (Junguiana) postula uma nova forma no tratamento da doença, de acordo com o paradigma holístico que vê o ser humano como um “todo”, ou seja, não separando o corpo e a mente. Trata-se de uma visão diferente da que tem sido desenvolvida até o momento.

Assim como o plural de saúde (saúdes) é descabido, também o é o plural de doença (doenças). Por isso, não falamos nas “doenças” do ser humano, mas na “doença da humanidade” que se traduz nos “diversos sintomas” que a pessoa pode apresentar. Este pensamento nos torna cientes de que o ser humano está doente, e não que ele fica doente. Isto é simples de entender: se as pessoas ficassem doentes, estariam curadas com o 1o. tratamento e nunca mais ficariam doentes. Entretanto, como estamos doentes, apresentamos repetidamente algum sintoma que nos leva a procurar ajuda.

O “estado de ser doente” indica que algo está errado “no” ser humano. Pensando assim, a doença passa de vilã à nossa aliada, pois nos indica que algo está errado conosco. A Psicologia Analítica diz que há uma finalidade em tudo e para tudo. O mesmo acontece com a doença: há uma finalidade para ela, qual seja, a de ajudar-nos a integrar, a de nos tornar conscientes de nossa “sombra”, aquelas características nossas que o convívio social nos fez reprimir no inconsciente pessoal. A doença e os sintomas nos mostram qual aspecto de nossa personalidade não está desenvolvido, o que faz da doença o caminho natural para nossa evolução. Soa meio diabólico ver algum bem no sofrimento mas, não é com o fogo que se purifica o ouro? O grau de sofrimento vai depender do quanto a pessoa precisa de conscientização e de sua disposição interior para isso. A pergunta a ser feita não seria por que fiquei doente? mas,  para que estou doente?

Com essa nova visão do ser humano e de sua doença, a Psicologia Analítica desenvolveu o método de interpretação simbólica dos sintomas, para saber o que eles significam, o que eles estão dizendo para a pessoa que os apresenta. Criou-se uma esperança de cura real, onde a causa é importante mas, muito mais, o é a finalidade, ou seja, para onde e para o que o sintoma aponta. É um método individualizado baseado num questionamento psicológico profundo, onde o sintoma se enquadra ao doente e não o doente ao sintoma. Daí se tratar o doente e não a doença!

Como os sintomas são universais é possível dar-lhes um “significado” geral que direcione coletivamente as pessoas. No entanto, isto é meramente didático. Uma perfeita conscientização e compreensão da própria doença requer análise pessoal e a utilização da interpretação simbólica, para que se tenha corpo e mente saudáveis.

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