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                          ABANDONADA POR VOCÊ, APAIXONADA POR VOCÊ

 

Este título da música da Fafá de Belém, retrata a situação de abandono e amor vivenciada pelas mulheres e que presencio diariamente em clínica, onde recebo muitas mulheres com um discurso comum: “meu marido não se interessa mais por mim”, ou “faz tempo que meu marido não me procura como mulher”, ou, ainda, “será que ele se esqueceu que eu estou viva? Eu não! E ele que se cuide...”. Estas frases demonstram que algo não está bem nos relacionamentos conjugais

Poder-se-ia pensar em algumas causas ou fatores:

1 - o corpo: como animais que somos, casamento implica procriação. Como a vida tem um ciclo, o procriativo perde importância, pois o corpo envelhece, o que impede a reprodução. Isto pode levar a um “desinteresse” sexual inconsciente e à diminuição das atividades sexuais;

2 -  o estresse: o ser humano vive um período de muito trabalho e pouco dinheiro. Isso gera cansaço físico e mental o que interfere no interesse sexual podendo, também, atingir o aspecto afetivo/carinhoso dos relacionamentos;

3 -o tempo: dizem que com o passar do tempo os relacionamentos, os casamentos esfriam, se deterioram. Creio que há uma transformação. Como não há mais aquela necessidade “física” de um número grande de relações sexuais ou contato íntimo, a quantidade é substituída pela qualidade ou, ao menos, deveria.

4 - o fim da paixão: quando iniciamos um relacionamento, ele é, primeiramente, baseado na paixão e em projeções que fazemos sobre o ser amado, projeções estas que são aspectos de nossa própria personalidade os quais amamos. Com a convivência, essas projeções vão sendo retiradas e se passa a se conhecer a “outra” pessoa como ela realmente é. O príncipe vira sapo! A paixão diminuindo ou acabando pode, também, levar a um distanciamento;

5 -a falta de amor: ocorrendo a retirada das projeções, surge a “pessoa real”. Daí ou você sai correndo, pois ela não era o que você esperava e você não quer essa “pessoa estranha” ao seu lado, ou bota a pessoa para correr. Ou, então, surge o AMOR e você passa a conviver com essa “outra” pessoa real, abrindo a possibilidade de o sapo virar príncipe! Pois você vai amar a pessoa como ela realmente é, sua essência, o ser humano que está ao seu lado, mesmo que não seja mais possível uma convivência marital.

 

                               Aqui surge uma indagação: pode haver amor sem sexo? Pergunto isto, pois mulheres dizem que não se relacionam há 2, 5, 10, 25, 30 anos e continuam casadas! O que acontece? Talvez interesses mútuos? A separação traria perdas e dificuldades financeiras e continuar junto seria a melhor “saída”? Haveria um “amor encoberto?”. E os sofrimentos que essa situação de distanciamento causam? Mulheres tristes, deprimidas, sem motivação para viver (pois os filhos já estão criados!), com seus sonhos destruídos e sem saber o que fazer com o “resto de suas vidas”. Talvez existam muitas outras perguntas. E outro tanto de respostas.

 

              O que importa é saber-se viva, que a vida é única e vale-à-pena ser vivida. Como? Continuando casada? Separando? Procurando um novo amor? Não existem respostas prontas. Você é que deve encontrar sua “resposta pessoal”. É uma guerra que pode não ser vencida, mesmo porque envolve uma outra pessoa que pode não querer o mesmo que você quer. Mesmo assim não se esqueça: SER FELIZ É O QUE VERDADEIRAMENTE IMPORTA.

 

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